
Última modificação em 15 de outubro de 2026 às 11:00
A primeira pesquisa nacional Indexa/Broadcast após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na contagem dos votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 51%, enquanto Lula registra 49%. A diferença configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento foi realizado nos dias 13 e 14 de outubro. Na pesquisa estimulada, 8% dos entrevistados disseram que não pretendem votar, 4% declararam voto branco ou nulo e 2% não souberam responder ou estão indecisos.
“A diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula permanece muito estreita, dentro da margem de erro da pesquisa. A disputa agora será pela conquista dos eleitores que não se identificam plenamente com nenhum dos dois candidatos e que podem ser decisivos para o resultado da eleição”, afirma Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas.
O levantamento foi concluído antes da aprovação, pelo Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Para Freres, a medida pode influenciar o debate eleitoral, mas seus possíveis efeitos ainda não foram captados pela pesquisa.
“A aprovação da PEC que põe fim à escala 6×1 ontem [quarta-feira, 14] no Senado pode virar um fator importante nesta reta final da eleição. Lula tem a oportunidade de associar a medida, que foi um projeto apresentado por seu governo, à defesa dos direitos dos trabalhadores e apresentá-la como uma conquista de seu campo político”, declarou o pesquisador.
“Flávio Bolsonaro, por sua vez, que fez discursos contra a medida, tenta nos últimos dias demonstrar que a proposta também encontra apoio na direita. A dúvida é saber como o eleitorado vai enxergar essa mudança”, acrescentou.
Avaliação do governo Lula
A avaliação da administração federal também aparece como um fator desfavorável ao presidente. Segundo a pesquisa, 14% consideram o governo ótimo e 19% o avaliam como bom, totalizando 33% de opiniões positivas.
Outros 21% classificam a gestão como regular, enquanto 9% consideram o governo ruim e 36% péssimo. Com isso, as avaliações negativas somam 45%, contra 33% de avaliações positivas.
A série histórica da Indexa indica piora na percepção sobre o governo desde maio. Nesse período, a parcela de entrevistados que avalia a administração como péssima subiu de 30% para 36%. Já a avaliação ótima permaneceu em 14% no intervalo, sem alteração no último mês.
Fonte: O Antagonista