
Última modificação em 12 de outubro de 2026 às 15:00
O Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio nos últimos dois dias, mais da metade do total detectado em todo o mês de outubro de 2025, quando foram 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Apenas no sábado (10) foram 494 novos focos, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não havia registrado nenhum foco no estado.
Neste domingo (11) o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram fogo em áreas florestais de difícil acesso.
Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, Capobianco avalia que os focos são resultado de ação humana intencional, possivelmente para degradar a floresta e preparar áreas para desmatamento.
“É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirma o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O aumento da poluição do ar causada pela fumaça levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na sexta-feira (9). A situação também resultou no reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios.
Força-tarefa
Uma força-tarefa emergencial, com participação dos governos municipal, estadual e federal, atua no combate aos incêndios. O Ibama enviou para a região seis aeronaves – quatro aviões Air Tractor, usados para lançamento de água, e dois helicópteros – além de 290 brigadistas.
“São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”, explica Jair Schmitt, presidente do Ibama.
Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atua nos municípios que já decretaram emergência.
Segundo o ministro Waldez Góes, o estado coordena a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil possa atuar nos territórios.
“Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”, declarou.
Fonte: Agência Brasil