
Última modificação em 4 de outubro de 2026 às 20:23
Com pouco mais de 99% das urnas apuradas, está definido o segundo turno da eleição presidencial: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) se enfrentarão no dia 25 de outubro.
Às 21h15 (horário de Brasília) o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecia com 47,19% dos votos válidos, contra 44,67% do atual presidente. O crescimento de Flávio ao longo da campanha, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, já vinha reduzindo a vantagem de Lula nas pesquisas.
O segundo turno terá tempo de TV e rádio idêntico para os dois candidatos e a projeção é de uma disputa voto a voto.
No Sudeste, região mais populosa e estratégica, o primeiro turno mostrou favoritismo consolidado de Flávio Bolsonaro em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O que diziam as pesquisas
Os levantamentos da véspera já indicavam segundo turno sem favorito claro. No Datafolha, em simulação direta, Lula tinha 45% contra 42% de Flávio. Na Quaest, o cenário era ainda mais apertado: 46% a 45% para Lula. Nos dois casos, empate técnico.
A divisão regional deve pautar a estratégia das próximas três semanas. Lula chega com força no Nordeste e entre eleitores de menor renda. Flávio tem vantagem expressiva no Sul e desempenho melhor no Sudeste, que concentra mais de 40% do eleitorado.
Um dos desafios do presidente será atrair parte do eleitorado dos candidatos derrotados no primeiro turno, identificados com a direita. Pesquisas anteriores indicavam que apoiadores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) tendem, em maior proporção, a migrar para Flávio no segundo turno.
Lula, por sua vez, deve tentar ampliar a vantagem no Nordeste e recuperar terreno nos grandes colégios do Sudeste. Terá ainda de defender um governo que chega à eleição com avaliação negativa maior que a positiva: no último Datafolha, 41% avaliavam a gestão como ruim ou péssima, contra 35% que a consideravam ótima ou boa.
Flávio entra na segunda etapa fortalecido pelo avanço durante a campanha e pela capacidade de concentrar o voto antipetista. Lula conta com a máquina da Presidência, rede de governadores e prefeitos aliados e vantagem entre os mais pobres.
As duas campanhas também devem se mobilizar para reduzir a abstenção no segundo turno.
Fonte: Exame