
Última modificação em 1 de outubro de 2026 às 10:19
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (1º), o candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB). A nova prisão, em uma semana, ocorreu após o Ministério Público (MP) recorrer da decisão que havia autorizado a soltura do investigado mediante o pagamento de fiança de R$ 20 mil. A Justiça também autorizou a devolução do valor.
Nos autos, a PF se manifestou contrariamente à soltura de Renier. Ele havia sido preso em flagrante na semana passada, sob suspeita de envolvimento em crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.
Durante a ação, os agentes apreenderam celulares, documentos e R$ 19 mil em espécie. Segundo a investigação, o material poderia estar relacionado, em tese, a possíveis crimes eleitorais.
A nova prisão ocorreu no âmbito da mesma operação que também teve como alvo Itelvina da Costa Padilha, mãe de Jalser. Segundo a investigação, a medida foi motivada por elementos identificados durante a ação anterior contra o ex-deputado.
Até a publicação desta matéria, a defesa e a assessoria de campanha de Jalser Renier não haviam se manifestado sobre a nova prisão.
PF mira cabos eleitorais de Jalser Renier em operação contra corrupção eleitoral
A Polícia Federal (PF) também cumpriu, nesta quinta-feira, seis mandados de busca e apreensão para investigar o envolvimento de cabos eleitorais do candidato com crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa. As ordens foram autorizadas pela Justiça Eleitoral.
A reportagem apurou que, entre os alvos, está a mãe do ex-deputado, Itelvina da Costa Padilha. A Operação Lemming é um desdobramento da prisão em flagrante de Jalser na semana passada, que havia sido solto após pagar fiança de R$ 20 mil.
A partir da apreensão de itens como celulares, documentos e de R$ 19 mil em dinheiro vivo, os investigadores descobriram um possível plano para a campanha comprar 12 mil eleitores com investimento de cerca de R$ 4 milhões.
A Justiça Eleitoral também determinou medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados, proibição de saque de dinheiro em espécie e bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 4.228.100,00.
As medidas têm como objetivo preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas apuradas. A reportagem entrou em contato com a assessoria do candidato e aguarda retorno.
Fonte: Folha BV