Última modificação em 24 de setembro de 2026 às 19:42
Ex-presidente da ALE-RR foi autuado por compra de votos e associação criminosa; defesa afirma que dinheiro apreendido tem origem lícita

A Polícia Federal (PF) confirmou, na tarde desta quinta-feira (24), a prisão em flagrante do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Jalser Renier (PSDB), candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Filargíria, deflagrada nesta quinta-feira para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Pela manhã, agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao ex-parlamentar, incluindo a residência e o escritório dele.
Durante as diligências, os policiais apreenderam R$ 19 mil em espécie, aparelhos celulares e anotações relacionadas à gestão da campanha eleitoral. Segundo a PF, o material levantou indícios da possível prática de crimes eleitorais.
Jalser foi autuado pelos crimes de compra de votos e associação criminosa e deverá ser encaminhado para audiência de custódia. Inicialmente, o delegado responsável havia fixado fiança equivalente a 100 salários mínimos, no valor de R$ 162,1 mil. Com a inclusão da acusação de associação criminosa, no entanto, a possibilidade de pagamento de fiança foi afastada.
O advogado de Jalser Renier, Carlos Vila Real, afirmou que o dinheiro apreendido possui origem lícita e seria destinado ao custeio pessoal do investigado. Segundo a defesa, os aparelhos celulares foram entregues voluntariamente aos agentes.
O advogado também declarou que as planilhas referentes à organização e aos gastos da campanha serão apresentadas dentro do prazo legal, durante a prestação de contas à Justiça Eleitoral.
“Os documentos, por sua vez, estariam relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais, questões que serão devidamente esclarecidas no curso da investigação e declaradas na prestação de contas perante a Justiça Eleitoral no prazo legal”, afirmou Vila Real.
A defesa também informou que Jalser exercerá o direito de defesa e colaborará com as investigações.
“A defesa ressalta que a investigação está em andamento e que os fatos ainda serão apurados, não havendo que se confundir investigação com comprovação de responsabilidade. A defesa esclarece. A investigação apura. E a Justiça decide”, pontuou o advogado.
Fonte: Folha BV