
Última modificação em 14 de setembro de 2026 às 09:02
Roraima está em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (GRAG), segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar de não apresentar tendência de crescimento nas últimas seis semanas, o estado registra aumento ou manutenção das hospitalizações por metapneumovírus e crescimento de casos graves associados ao rinovírus.
Os dados são da Semana Epidemiológica 35, entre 30 de agosto e 5 de setembro. Em Boa Vista, a incidência de SRAG também está em faixa de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento no longo prazo.
A SRAG corresponde a quadros graves de infecção respiratória que podem levar à hospitalização. Em Roraima, a Fiocruz identificou sinais diferentes entre os vírus em circulação: há interrupção do crescimento de casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), mas os registros permanecem elevados. Ao mesmo tempo, há início ou manutenção do aumento de hospitalizações por metapneumovírus, crescimento de casos por rinovírus e leve aumento de casos graves de Covid-19.
Cenário nacional
No Brasil, os casos de SRAG apresentam estabilização ou oscilação nas tendências de curto e longo prazo. Cinco estados estão em níveis de alerta, risco ou alto risco com crescimento nas últimasd seis semanas: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Além de Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento no longo prazo.
Nas últimas quatro semanas, o rinovírus respondeu por 48,4% dos casos positivos, seguido do VSR com 27,1%, influenza B com 6,6%, influenza A com 3,2% e Covid-19 com 2,4%.
Os casos continuam concentrados em crianças menores de 2 anos, com predominância de VSR e rinovírus. Já a mortalidade é maior entre pessoas com 65 anos ou mais, com influenza A, rinovírus e VSR entre os principais vírus associados aos óbitos.
Em 2026, até o período analisado, o país contabilizava 147.868 casos notificados de SRAG, sendo 79.761 com resultado positivo para algum agente infeccioso, e 6.512 óbitos, dos quais 3.046 com resultado positivo para algum vírus.
Fonte: Folha BV