
Última modificação em 12 de setembro de 2026 às 16:34
O Ministério Público Federal (MPF) cobra na Justiça R$ 1,7 bilhão em indenização do empresário e garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, de outras cinco pessoas e de quatro empresas, entre elas a mineradora White Solder Metalurgia e Mineração, por garimpo ilegal na Terra Yanomami. O grupo é réu por integrar um esquema de exploração ilegal de ouro e cassiterita no território indígena.
O pedido é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, no Acre, em Roraima e em Rondônia. A ação foi publicada no dia 4 de setembro.
Segundo o MPF, a atividade ocorreu entre março de 2021 e dezembro de 2022, na região do Pupunha, na bacia do Rio Mucajaí. A ação também pede a recuperação das áreas degradadas e medidas para controlar a origem da cassiterita comercializada.
O pedido inclui ainda indenizações pelos danos causados, com, no mínimo, R$ 53,1 milhões pelo dano ao patrimônio mineral da União, R$ 25 milhões pelo dano ambiental residual e R$ 1,62 bilhão por danos morais coletivos.
O documento destaca que o minério era transformado em lingote de estanho certificado e comercializado no Brasil e no exterior com aparência de origem legal.
Recuperação ambiental
Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça Federal. Os réus poderão apresentar defesa. A ação também pede que os réus sejam condenados a recuperar as áreas degradadas pela atividade garimpeira na região do Pupunha.
Para isso, o MPF requer a elaboração de um plano de recuperação aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além da realização de consulta prévia ao povo Yanomami.
Fonte: g1 RR