
Última modificação em 6 de setembro de 2026 às 12:01
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que a maior parcela da carne importada pelo país virá do Brasil e da Argentina. A declaração ocorreu após o republicano assinar dois decretos visando a redução dos preços da carne bovina.
Em fala no Salão Oval, Trump confirmou que a carne “virá da Argentina, virá do Brasil”, assim como de “alguns outros lugares”. O republicano defendeu a qualidade do alimento vindo dos dois países da América Latina, afirmando que a carne de ambos é “muito limpa” e “muito boa”. Antes, segundo a Forbes, pecuaristas e especialistas demonstraram preocupação com a entrada massiva de carnes estrangeiras, temendo que postos de inspeção ficariam lotados e que haveria a entrada de alimentos de qualidade inferior no abastecimento americano.
Segundo o republicano, a medida também visa fornecer “um pouco de ajuda” aos pecuaristas americanos diante da espera pela recuperação do rebanho local. Ele destacou que a ação é limitada porque os pecuaristas conseguem atender ao mercado, porém, eles “realmente precisavam de um pouco de ajuda e querem ver os preços caírem”.
O governo busca aumentar as importações de carne bovina para lidar com a escassez de oferta doméstica. O presidente argumentou que são necessárias mais importações para proporcionar alívio imediato aos consumidores, enquanto seu governo trabalha para refazer o rebanho bovino dos EUA. Os pecuaristas, por sua vez, alertaram que importações adicionais poderiam minar os incentivos para expandir a produção nacional.
Trump anunciou a isenção de tarifas para a importação de carne bovina após se encontrar com o brasileiro Joesley Batista. O brasileiro comanda a J&F, holding com investimento em várias empresas, principalmente na JBS, uma das gigantes mundiais do setor de carne e proteína animal. Segundo o Wall Street Journal, os dois se encontraram em 20 de agosto na Casa Branca.
Na quinta-feira, entraram em vigor as restrições da União Europeia à entrada de produtos de origem animal do Brasil em países do bloco econômico. A medida atinge bovinos, aves, peixes, ovos, mel e tripas. A UE afirma que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento das regras do bloco para o uso de antimicrobianos na produção animal. Já o Brasil contestou e criticou o veto.
Fonte: UOL