Última modificação em 1 de setembro de 2026 às 14:30
Equipes de resgate procuram milhares de desaparecidos, entre eles trabalhadores de uma usina hidrelétrica que ficaram presos em túneis

O número de mortos após a devastadora avalanche que atingiu a região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e a China, ultrapassou mil pessoas. Segundo a autoridade de gestão de desastres do Nepal, o balanço atualizado nesta terça-feira (1º) aponta 1.003 mortes em território nepalês.
Na região autônoma do Tibete, autoridades chinesas confirmaram outras 16 mortes, elevando para 1.019 o total de vítimas fatais nos dois países.
A tragédia teria começado com o colapso de uma geleira no topo do Himalaia, provocando uma avalanche de grandes proporções, seguida por uma enorme onda de água gelada e detritos. A força do fenômeno atingiu áreas habitadas e destruiu vilarejos.
Mais de 4,4 mil pessoas estão desaparecidas
As equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar 4.462 pessoas que continuam desaparecidas. Do total, 3.916 estão no Nepal e outras 546 no Tibete.
No Nepal, entre os desaparecidos estão 583 estrangeiros de mais de 30 nacionalidades. Na China, há outros 261 estrangeiros de 23 países entre as pessoas ainda não localizadas.
Cidadãos indianos estão entre os grupos mais numerosos. Segundo autoridades de Nova Délhi, 275 indianos estão desaparecidos no Nepal, além de outras 128 pessoas de origem indiana que também não foram localizadas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que 85 cidadãos americanos continuam desaparecidos. Os balanços divulgados pelas autoridades também apontam 62 ucranianos, 51 malaios, 42 australianos e 33 britânicos entre os desaparecidos.
Corpos são encontrados na Índia
Na Índia, autoridades do estado de Uttar Pradesh informaram ter recuperado 17 corpos em rios, que podem ser de vítimas da avalanche. Os corpos ainda passam por identificação e, por isso, não foram incluídos no balanço oficial de mortos divulgado pelos governos do Nepal e da China.
Primeiro-ministro atribui tragédia às mudanças climáticas
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que a avalanche registrada na semana passada “não foi um evento comum” e relacionou a tragédia às mudanças climáticas. Ele também defendeu a adoção de medidas internacionais para enfrentar os impactos do aquecimento global.
A causa exata do colapso da geleira ainda não foi determinada. No entanto, cientistas alertam que o aumento das temperaturas vem acelerando o derretimento das geleiras em diferentes regiões do planeta, o que pode elevar o risco de avalanches, deslizamentos e outros eventos extremos.
O Himalaia, considerado a maior cadeia montanhosa do mundo, vem registrando um processo acelerado de perda de gelo em razão do aumento das temperaturas globais.
Fonte: g1