
Última modificação em 28 de agosto de 2026 às 15:19
A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), prendeu sete pessoas investigadas pela morte de Cauã Vinícius Castro da Silva, de 21 anos, encontrado carbonizado em julho, em Boa Vista.
A Operação Castigare foi deflagrada na quarta-feira (26), em seis bairros da capital, com apoio da Guarda Civil Municipal, e cumpriu 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão.
A ação foi concluída na madrugada desta quinta-feira (27). Além das prisões ligadas ao homicídio, houve prisões em flagrante e apreensão de drogas e materiais usados no tráfico. Os detalhes foram apresentados em coletiva na manhã desta quinta, na sede da Delegacia-Geral.
Participaram a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda; a diretora do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Míriam Di Manso; e o delegado titular da DGH, João Evangelista, responsável pela investigação. Também atuaram na operação os delegados Thiago Alexandre e Carlos Henrique.
Mandados foram cumpridos em seis bairros
As ordens judiciais foram cumpridas nos bairros Jardim Olímpico, Cruviana, Laura Moreira, São Bento, Cinturão Verde e Pintolândia. Entre os presos estão três mulheres, identificadas pelas iniciais K.T.V., 35 anos; K.S.O., 29 anos; e P.C.S., 39 anos e quatro homens: C.B.M.S.M., 25 anos; J.H.S.A., 21 anos; J.H.A.N., 37 anos; e R.M.R.O., 29 anos.
Durante as buscas, C.B.M.S.M., de 25 anos, que já tinha mandado de prisão pelo homicídio, também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Com ele foram apreendidos balança de precisão e porções de maconha.
Um adolescente de 17 anos foi conduzido. Com ele foram encontradas porções de maconha e duas balanças de precisão. Segundo a investigação, o imóvel onde ele estava teria sido usado pela organização criminosa para realizar o julgamento que antecedeu a morte da vítima.
Também foram encontradas porções de maconha com K.S.O., 29 anos, e P.C.S., 39 anos. Para ambas foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência por consumo pessoal de drogas.
Nome da operação
O nome “Castigare” faz referência ao contexto do crime investigado. Segundo a apuração, a vítima teria sido submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, no qual integrantes de uma organização criminosa determinaram uma punição que resultou em sua morte.
O termo, associado à ideia de castigo, também remete à atuação dos órgãos de segurança e persecução penal. A responsabilização dos envolvidos, no entanto, depende do devido processo legal e da decisão da Justiça.
Fonte: Secom-RR