Última modificação em 14 de julho de 2026 às 16:31
Oferta será feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica

O Ministério da Saúde iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina na rede pública de saúde. A mudança beneficiará crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Até esta segunda-feira (13), o ministério já havia distribuído mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento. A previsão é de que todas as unidades da Federação recebam o produto até o fim de julho. A oferta será feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica.
Tratamento mais moderno
A insulina glargina é considerada uma opção terapêutica mais moderna por apresentar ação prolongada, permitindo, na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária. Em comparação, outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.
Segundo o MS, o medicamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia, contribuindo para mais segurança e qualidade de vida dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Como obter o medicamento
Para ter acesso à insulina glargina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com a receita médica devidamente emitida e carimbada.
No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.
Antes da troca, o paciente passará por avaliação de uma equipe multiprofissional, que analisará o quadro clínico e verificará a indicação para a transição do tratamento.
Além da insulina glargina, o SUS fornecerá uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para a aplicação do medicamento.
Fonte: Agência Brasil