Última modificação em 12 de julho de 2026 às 14:28
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), foram usados mísseis balísticos e drones contra alvos americanos

O Irã lançou neste domingo (12) uma série de ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, aumentando a escalada do conflito entre os dois países.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), foram usados mísseis balísticos e drones contra alvos americanos na Jordânia, Kuwait, Catar e Omã. A ação seria uma resposta aos bombardeios dos EUA contra posições iranianas.
A TV estatal iraniana também informou que o país fechou novamente o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo. De acordo com Teerã, a passagem ficará bloqueada enquanto houver “interferência dos Estados Unidos na região”.
Os ataques acontecem um dia depois do Comando Central dos EUA, o Centcom, anunciar uma nova rodada de bombardeios contra instalações militares iranianas. Washington disse que a operação visava responder a ataques contra navios comerciais e garantir a navegação no estreito.
Em nota, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido:
- Jordânia: Base Aérea Prince Hassan, com centros de comando e hangares de drones MQ-9;
- Kuwait: sistemas Patriot, depósitos de munição e radares;
- Catar: Base Aérea de Al Udeid, a maior base americana na região;
- Omã: plataforma de apoio logístico e abastecimento de porta-aviões no porto de Duqm;
- Bahrein: drones foram usados contra sistemas de comunicação e radares.
Até agora, autoridades dos EUA não confirmaram os danos nem informaram sobre vítimas.
Estreito de Ormuz permanece fechado
O bloqueio é um dos principais focos de preocupação internacional. Por lá passam cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
O governo iraniano disse que fechou o estreito após incidentes com navios que, segundo Teerã, navegavam em rotas não autorizadas. A Guarda Revolucionária também afirmou ter interceptado um segundo navio na região.
Fonte: SBT News