Última modificação em 2 de julho de 2026 às 10:30
Decisão integra plano voltado ao fortalecimento da cooperação bilateral em segurança pública na região de fronteira entre os dois países

Brasil e França oficializaram, nesta quarta-feira (1º), o fim da exigência de visto para a entrada de cidadãos brasileiros na Guiana Francesa. A medida passa a valer em 31 de julho e foi formalizada durante reunião no Itamaraty entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot.
A decisão integra um plano de ação voltado ao fortalecimento da cooperação bilateral em segurança pública na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. O objetivo é ampliar o combate ao crime organizado transnacional e, ao mesmo tempo, facilitar a circulação regular de pessoas entre os dois territórios.
Segundo Mauro Vieira, a isenção de visto representa um marco nas relações entre os dois países e atende a uma demanda histórica das populações que vivem na faixa de fronteira. “Trata-se de um marco histórico nas nossas relações que atende aos anseios das populações, tanto do lado do Brasil, em especial do estado do Amapá, quanto do lado da Guiana”, afirmou.
O chanceler destacou ainda que a medida deverá impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer as ações de segurança na fronteira. “A isenção do visto incentivará a travessia legal e contribuirá para o desenvolvimento do Amapá e da Guiana. Contribuirá também com o combate ao crime na fronteira, proporcionando maior registro e coleta de informações”, ressaltou.
Durante o encontro, o ministro francês Jean-Noël Barrot destacou que Brasil e França compartilham não apenas uma fronteira, mas também responsabilidades comuns relacionadas à segurança das populações locais, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável da região transfronteiriça.
Além das medidas voltadas à segurança, os dois chanceleres discutiram o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e França em setores como defesa, indústria, inovação, energia, minerais críticos e supercomputação.
Fonte: Agência Brasil