
Última modificação em 10 de junho de 2026 às 10:39
Estados e municípios devem manter armazenadas as doses da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan até que o Ministério da Saúde emita uma nova orientação. A recomendação foi reforçada pelo diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.
A medida ocorre após o Ministério da Saúde anunciar, na segunda-feira (8), a suspensão temporária da aplicação do imunizante. A decisão foi tomada depois do registro de 42 casos de eventos adversos graves e duas mortes, que seguem sob investigação para verificar uma possível relação com a vacina.
Gatti orientou que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, pois, não serão distribuídas mais vacinas de dengue por hora.
“Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurá-la. Os municípios que, eventualmente, tenham vacinas no seu território devem, também, guardar essas vacinas até segunda ordem”, explicou.
Os 42 casos de eventos adversos graves foram identificados pelo sistema de monitoramento de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre os sintomas registrados estão dor abdominal, vômitos persistentes, episódios de sangramento e, em alguns casos, perda de consciência.
As investigações também apontaram três ocorrências com quadro compatível com dengue grave, que demandaram internação hospitalar. Duas dessas pessoas morreram, e os casos seguem sendo analisados para verificar uma possível associação com a vacinação.
Até 30 de maio, mais de 501 mil pessoas haviam recebido o imunizante. A campanha contemplou profissionais de saúde e pessoas com mais de 15 anos nos municípios de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), além da região de Araguaína (TO).
Fonte: Agência Brasil