
Última modificação em 12 de maio de 2026 às 11:57
A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e produtos de origem animal para o bloco europeu por considerar insuficientes as garantias sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.
A atualização foi publicada nesta terça-feira e passa a valer a partir de 3 de setembro. A medida atinge produtos como carne bovina, aves, pescado, mel, ovos e equinos.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil deixou de atender às exigências sanitárias do bloco relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos em animais destinados ao consumo humano.
A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou à agência Lusa que o país não integra mais a lista de nações aptas a exportar esses produtos ao mercado europeu.
Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para prevenir ou tratar infecções em animais. Pela legislação europeia, é proibido utilizar esses produtos para acelerar crescimento ou aumentar produtividade dos rebanhos. O bloco também veta o uso veterinário de antibióticos considerados essenciais para tratamentos humanos.
A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, alvo de críticas de produtores rurais e ambientalistas europeus, principalmente na França.
O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, defendeu a medida.
“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou.
O Ministério da Agricultura e Pecuária ainda não se pronunciou oficialmente sobre a exclusão até a última atualização da reportagem.
A União Europeia é atualmente um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne bovina e outros produtos de origem animal, atrás apenas da China em volume de mercado.
Fonte: G1