
Última modificação em 7 de maio de 2026 às 10:27
Um levantamento realizado pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box revelou que 49% dos brasileiros endividados com bancos concentram mais de uma dívida em uma única instituição financeira. O estudo reforça dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, que apontam que cada consumidor inadimplente possui, em média, mais de três dívidas em aberto.
Em Roraima, mais de 259 mil pessoas estão inadimplentes, segundo dados de março de 2026. Desse total, 51,6% são homens. O estado também conta com mais de 19 mil ofertas de negociação disponíveis por meio da plataforma Serasa Limpa Nome.
Cartão de crédito lidera endividamento
De acordo com a pesquisa, o cartão de crédito aparece como principal fonte de endividamento entre os brasileiros, citado por 73% dos entrevistados. Em seguida estão os empréstimos (56%) e o uso do limite da conta ou cheque especial (33%).
Entre os consumidores endividados no cartão, 37% acumulam débitos superiores a R$ 10 mil, enquanto 36% convivem com essas dívidas há mais de dois anos.
Segundo Aline Maciel, o uso recorrente do crédito rotativo contribui para o prolongamento da inadimplência.
“Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo”, afirmou.
Desemprego e despesas básicas impulsionam dívidas
O estudo aponta ainda que 38% dos entrevistados atribuem o endividamento à perda de renda ou ao desemprego.
Entre os principais motivos que levaram os consumidores a recorrer ao crédito estão o pagamento de contas básicas e a quitação de outras dívidas, indicando que o endividamento está mais ligado à sobrevivência financeira do que ao consumo impulsivo.
“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia. Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”, destacou Aline Maciel.
Maioria já tentou negociar dívidas
Segundo o levantamento, 71% dos entrevistados afirmaram já ter tentado renegociar dívidas com bancos. Entre os consumidores ouvidos, 54,9% disseram estar confiantes em conseguir quitar os débitos.
Para aqueles que ainda enfrentam dificuldades, descontos maiores e redução de juros aparecem como principais fatores que poderiam facilitar a negociação.
“Entendemos que existe disposição para negociar, mas muitas vezes as condições oferecidas ainda não cabem no orçamento do consumidor. Por isso, iniciativas estruturadas de renegociação são fundamentais para ampliar o acesso a acordos mais viáveis”, avaliou a diretora da Serasa.
Desenrola Brasil oferece descontos de até 90%
A plataforma Serasa Limpa Nome passou a integrar ofertas do novo programa Desenrola Brasil, com descontos que podem chegar a 90% para renegociação de dívidas.
Entre as instituições participantes estão Itaú, Santander, Bradesco, Banco Pan, Banco BMG, BV, Neon e Nubank.
Além dos bancos, também é possível negociar débitos com empresas de varejo, telecomunicações, serviços e concessionárias de energia, água e gás.
Como negociar pela Serasa
O consumidor pode acessar as ofertas pelo site ou aplicativo da Serasa Limpa Nome. O processo funciona da seguinte forma:
- Acessar a plataforma da Serasa;
- Entrar com CPF e senha;
- Consultar as ofertas disponíveis;
- Escolher a forma de pagamento;
- Efetuar o pagamento e guardar o comprovante.
Após a quitação, a empresa credora tem até cinco dias úteis para informar a regularização da dívida e retirar a negativação do CPF.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo instituto Opinion Box entre os dias 10 e 15 de abril de 2026, com 1.904 entrevistados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Fonte: Roraima em Foco
Por: M3 Comumicação Integrada