
Última modificação em 27 de março de 2026 às 10:40
A Justiça dos Estados Unidos decidiu manter, nesta quinta-feira (26), as acusações de narcotráfico contra o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A decisão foi tomada após a defesa tentar derrubar o processo alegando dificuldades financeiras para custear os advogados devido às sanções impostas a recursos venezuelanos.
Segundo os advogados, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, não teriam condições de arcar com os custos da defesa. Ambos seguem presos em Nova York desde que foram capturados por forças dos EUA em janeiro deste ano, durante uma operação em território venezuelano.
A Justiça, no entanto, rejeitou o pedido para anular o processo. O juiz responsável indicou que não tem autoridade para suspender as sanções que impedem o uso de recursos do governo venezuelano para custear a defesa.
Do lado de fora do tribunal, manifestações reuniram apoiadores e opositores do ex-presidente venezuelano, evidenciando a polarização em torno do caso.
Maduro responde a acusações como conspiração para narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Ele nega as acusações e afirma que o processo tem motivação política, alegando que os Estados Unidos buscam controlar as reservas de petróleo da Venezuela.
Ainda nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo pode apresentar novas acusações contra o líder venezuelano, o que pode ampliar o processo judicial em curso.
Após a captura de Maduro, a Venezuela passou a ser comandada interinamente por Delcy Rodríguez, em meio a mudanças no cenário político e diplomático entre Caracas e Washington.
Fonte: Revista Cenarium
Por: M3 Comunicação Integrada