
Última modificação em 27 de março de 2026 às 09:53
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27) e seguiu para sua residência, em Brasília, onde passa a cumprir prisão domiciliar humanitária pelo prazo inicial de 90 dias.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base no estado de saúde do ex-presidente. Com a decisão, Bolsonaro volta a utilizar tornozeleira eletrônica.
Ele deixou o hospital DF Star por volta das 10h, em um carro descaracterizado e sem escolta policial. Cerca de 20 minutos depois, chegou ao condomínio onde mora, no bairro Jardim Botânico. Pouco antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também havia deixado a unidade de saúde.
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Durante o tratamento, permaneceu dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para o quarto na última segunda-feira (23).
Decisão judicial e justificativa médica
Na decisão publicada na terça-feira (24), Moraes considerou os argumentos da defesa e o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontaram a necessidade de um ambiente adequado para a recuperação.
Segundo o ministro, o tratamento domiciliar é mais indicado, já que a recuperação completa de um quadro de pneumonia bilateral pode levar entre 45 e 90 dias.
Apesar disso, Moraes destacou que a estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar — onde Bolsonaro cumpria pena — era adequada e oferecia acompanhamento médico frequente.
Regras da prisão domiciliar
A transferência para o regime domiciliar impõe restrições ao ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado:
- Uso obrigatório e contínuo de tornozeleira eletrônica;
- Proibição de uso de celulares, computadores ou qualquer meio de comunicação, inclusive por terceiros;
- Vedação de postagens em redes sociais ou gravação de conteúdos.
Ao final dos 90 dias, Bolsonaro deverá passar por nova avaliação médica oficial, que irá determinar se há condições de retorno ao sistema prisional ou necessidade de prorrogação da medida.
Fonte: G1
Por: M3 Comunicação Integrada