
Última modificação em 26 de março de 2026 às 09:52
O banqueiro Daniel Vorcaro deve apresentar, em abril, uma proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com investigadores, o material não deve se limitar a citar autoridades e agentes políticos, mas também revelar a atuação de operadores que estariam acima do próprio banqueiro na estrutura do esquema.
As apurações indicam que pelo menos duas pessoas ocupariam posições superiores na organização, responsável por movimentações financeiras irregulares por meio de fundos utilizados para inflar patrimônio e desviar recursos.
A proposta de colaboração também deve abordar a relação de Vorcaro com ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
No caso de Toffoli, o ministro afirma não haver irregularidades e sustenta que não há fatos novos além da negociação envolvendo parte de um resort de sua família com um fundo ligado ao banco. Já em relação a Moraes, investigadores apontam proximidade com o banqueiro, especialmente após a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, em contrato estimado em R$ 3,6 milhões mensais.
Apesar disso, até o momento, não há indícios de que Moraes tenha adotado medidas que tenham beneficiado diretamente Vorcaro.
As investigações também avançam sobre a possível participação de políticos. Segundo apurações, líderes partidários teriam ampliado suas atividades, migrando de operações ligadas a emendas parlamentares para práticas financeiras ilegais por meio do esquema.
Após a entrega da proposta, caberá à PF e à PGR analisar o conteúdo, podendo solicitar ajustes. Caso seja aceita, a delação ainda precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.
Fonte: G1
Por: M3 Comunicação Integrada