
Última modificação em 6 de março de 2026 às 10:37
Pacientes em tratamento contra o câncer podem ter um risco significativamente maior de desenvolver problemas cardíacos. Estudos indicam que pessoas com a doença apresentam de duas a seis vezes mais chances de enfrentar complicações no coração durante ou após o tratamento.
Entre os sobreviventes de câncer, as doenças cardiovasculares também aparecem como uma das principais causas de morte a longo prazo, podendo representar até 40% dos óbitos em alguns tipos da doença.
Por esse motivo, especialistas recomendam que o paciente passe por uma avaliação cardiológica completa antes de iniciar o tratamento oncológico. O exame geralmente inclui análise do histórico clínico, avaliação física, eletrocardiograma e ecocardiograma para verificar a função do coração.
Segundo o cardiologista Gustavo Luis Ramos, esse processo permite identificar possíveis riscos e definir medidas de prevenção.
“Isso é o que chamamos de estratificação de risco, que define um plano para reduzir a chance de complicações cardiovasculares. Inclui monitoramento frequente, que varia conforme o caso, uso de medicações protetoras do coração, manejo rigoroso dos fatores de risco como pressão arterial, diabetes e colesterol, parada do tabagismo e manutenção do peso adequado. O tempo de acompanhamento também varia. Alguns casos duram apenas o período do tratamento, mas a maioria persiste por mais tempo, porque efeitos cardíacos podem aparecer meses ou anos depois”, explica o médico.
O acompanhamento especializado ajuda a prevenir e identificar precocemente possíveis alterações no coração, permitindo que o tratamento contra o câncer continue de forma mais segura.
Especialistas destacam que esse cuidado também contribui para preservar a saúde cardíaca do paciente no longo prazo, mesmo após a conclusão da terapia oncológica.
Diante desse cenário, a orientação é que pacientes que estejam enfrentando tratamento contra o câncer conversem com a equipe médica sobre a possibilidade de acompanhamento com um cardiologista.
Fonte: Brasil 61
Por: M3 Comunicação Integrada