Apesar de formarem a maioria do eleitorado, as mulheres ainda são minoria nos cargos eletivos. Foto: Reprodução / Internet
Última modificação em 24 de fevereiro de 2026 às 10:47
Instituído no Brasil em 24 de fevereiro de 1932, o direito ao voto feminino completa 94 anos nesta segunda-feira (24). A conquista ampliou a participação das mulheres na vida pública e segue sendo celebrada como marco da democracia brasileira. Atualmente, elas representam 52% do eleitorado nacional, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Em Roraima, a data integra o calendário oficial por força de lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa de Roraima, de autoria da deputada Aurelina Medeiros (Podemos).
Participação cresce, mas presença política ainda é desigual
Apesar de formarem a maioria do eleitorado, as mulheres ainda são minoria nos cargos eletivos. Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima indicam que, em 2024, o estado registrou 198.098 eleitoras (51%) e 189.704 eleitores (49%). Nas candidaturas, porém, foram 482 mulheres (36%) contra 863 homens (64%).
Para Aurelina Medeiros, a ampliação da presença feminina nos espaços de poder ainda é um desafio. Segundo a parlamentar, a participação histórica das mulheres na Assembleia Legislativa permanece reduzida, apesar dos avanços nas últimas décadas.
Conquista histórica e consolidação de direitos
O voto feminino foi garantido com a assinatura do Código Eleitoral de 1932 pelo então presidente Getúlio Vargas. À época, mulheres ainda enfrentavam restrições legais significativas — como a exigência de autorização do marido para trabalhar ou administrar bens.
A igualdade política plena só foi consolidada em 1965, com o novo Código Eleitoral, que tornou obrigatório o alistamento eleitoral feminino. Mesmo assim, o período coincidia com o regime militar, o que limitava o exercício democrático no país.
Mulheres indígenas buscam ampliar representatividade
A mobilização por maior participação também alcança mulheres indígenas. A coordenadora da Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (OMIR), Gabriela Peixoto, da etnia Macuxi, destaca que o acesso à informação e à documentação eleitoral ainda é um obstáculo em comunidades distantes.
Segundo ela, ampliar a representatividade indígena passa pela inclusão política e pela escolha de lideranças comprometidas com as pautas dos povos originários.
Juventude e formação política
O incentivo à participação política entre jovens ocorre no estado por meio do Parlamento Jovem Roraimense, iniciativa da Assembleia Legislativa em parceria com a Secretaria de Educação e o TRE-RR. O programa permite que estudantes do ensino médio vivenciem o processo legislativo, desde a elaboração de propostas até simulações de sessões plenárias.
Participante da edição de 2025, a estudante Shéridan Campos afirmou que a experiência reforça a importância de ocupar espaços de decisão desde cedo e de ampliar o protagonismo das novas gerações na política.
Regularização do título eleitoral
O TRE-RR disponibiliza serviços eleitorais on-line, como transferência de domicílio, atualização cadastral e emissão de segunda via do título. O atendimento presencial é exigido apenas para o primeiro alistamento e cadastro biométrico.
O prazo para regularização do título e demais serviços eleitorais vai até 6 de maio de 2026. Informações podem ser obtidas pelo Serviço de Atendimento Virtual ao Eleitor (SAVE), inclusive via WhatsApp, em horário comercial.
Fonte: ALE-RR
Por: M3 Comunicação Integrada