Marido do influenciador é sentenciado a 8 anos e 10 meses, com indenização de R$ 500 mil. Foto: Reprodução/Instagram
Última modificação em 23 de fevereiro de 2026 às 11:12
A Justiça da Paraíba condenou o influenciador digital Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão por envolvimento na produção de conteúdo pornográfico com adolescentes. O marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu pena de 8 anos e 10 meses.
A sentença determinou cumprimento em regime fechado e fixou indenização de R$ 500 mil por danos morais. O juiz responsável também decidiu manter a prisão preventiva do casal, ao considerar que permanecem válidos os fundamentos que justificaram a custódia cautelar.
Estrutura comparada a “reality” com jovens
De acordo com a decisão judicial, Hytalo e Israel organizavam atividades com adolescentes em um ambiente descrito como controlado, semelhante a um “reality show”. Nesse contexto, os jovens eram colocados em situações consideradas inadequadas para a idade.
O magistrado apontou ainda permissividade com comportamentos impróprios, incluindo oferta de bebidas alcoólicas, além de problemas relacionados à alimentação e à frequência escolar. Para a Justiça, os crimes foram praticados mediante exploração da vulnerabilidade das vítimas.
Caso ganhou repercussão nacional em 2025
O episódio teve grande visibilidade em agosto de 2025, após a publicação de um vídeo do youtuber Felca, que denunciava a adultização de menores nas redes sociais. Hytalo havia se tornado conhecido por promover realities com adolescentes, conteúdos que passaram a ser criticados por mostrar relacionamentos entre jovens e cenas interpretadas como sexualizadas.
Defesa diz que vai recorrer
A defesa informou que apresentará recurso contra a condenação. Em vídeo divulgado no domingo (22), o advogado Sean Kompier Abib afirmou que a sentença teria se baseado “exclusivamente em opiniões pessoais” e ignorado provas apresentadas no processo. Ele também classificou a decisão como “preconceituosa e discriminatória”.
Hytalo e Israel foram presos em São Paulo em 15 de agosto de 2025 e transferidos posteriormente para João Pessoa, onde permanecem detidos desde 28 de agosto daquele ano.
Outros processos
Além da condenação criminal, o casal responde a ação na Justiça do Trabalho sob acusação de tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão de vítimas a condições análogas à escravidão.
O Tribunal de Justiça da Paraíba deve retomar na terça-feira (24) a análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Fonte: InfoMoney
Por: M3 Comunicação Integrada