No Brasil, a taxa média de desemprego foi estimada em 5,1% no último trimestre de 2025. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Última modificação em 20 de fevereiro de 2026 às 10:11
A Região Norte registrou a segunda maior taxa de desocupação do país no quarto trimestre de 2025, com 5,8% da força de trabalho sem emprego, segundo dados detalhados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE. O índice ficou atrás apenas do Nordeste (7,1%) e acima das demais regiões brasileiras no período.
No Brasil, a taxa média de desemprego foi estimada em 5,1% no último trimestre de 2025, queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,6%). Apesar do recuo nacional, persistem diferenças regionais, de gênero e idade no mercado de trabalho.
Diferenças regionais
O Nordeste manteve a liderança histórica nas maiores taxas de desocupação, com 7,1%. Na outra ponta, o Sul apresentou o menor índice (3,1%). O Sudeste registrou 4,8% e o Centro-Oeste, 3,9%, enquanto o Norte ficou em segundo lugar no ranking, com 5,8%.
Desemprego é maior entre mulheres
O recorte por sexo mostra disparidades em todas as regiões. No Norte, a taxa de desemprego entre mulheres chegou a 7,8%, ante 4,4% entre homens. No Nordeste, a diferença foi ainda maior: 8,8% entre mulheres e 5,9% entre homens.
Mesmo nas regiões com menor desemprego, a desigualdade persistiu: Sudeste (5,9% para mulheres e 3,9% para homens), Centro-Oeste (4,4% e 3,4%) e Sul (3,6% e 2,7%). No Brasil, a taxa foi de 6,2% para mulheres e 4,2% para homens.
Jovens enfrentam maiores taxas no Sudeste
Entre adolescentes de 14 a 17 anos, o Sudeste apresentou a maior taxa de desocupação (22,8%), seguido do Nordeste (21,7%) e do Centro-Oeste (20,8%). O Norte teve 12,2% e o Sul, 15,8%, abaixo da média nacional de 19,9%.
Na faixa de 18 a 24 anos, o Nordeste voltou a liderar, com 16,7% de desempregados. A região também apresentou as maiores taxas nas faixas etárias de 25 a 39 anos, 40 a 59 anos e acima de 60 anos, embora com percentuais menores.
Escolaridade influencia desemprego
O nível de instrução também impacta a desocupação. Pessoas com ensino médio incompleto tiveram taxa de 8,7%, superior à dos demais níveis educacionais. Entre aqueles com ensino superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da observada entre quem concluiu a graduação (2,7%).
Fonte: InfoMoney
Por: M3 Comunicação Integrada