Foram mais de 70 mil cabeças de gado exportadas. Foto: Ascom/Aderr
Última modificação em 11 de fevereiro de 2026 às 11:45
Roraima registrou crescimento de 231,9% nas exportações de bovinos em 2025, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr). Ao todo, 70.931 cabeças de gado foram enviadas para outros estados brasileiros, frente a 21.367 em 2024.
Os animais tiveram como destino abate, engorda, recria, esporte e exposição.
Amazonas lidera destino das exportações
O principal comprador foi o Amazonas, que importou 62.188 cabeças de gado oriundas de Roraima — um aumento de 209,8% em relação ao ano anterior, quando adquiriu 20.069 animais.
Outro destaque foi Rondônia, que não havia recebido bovinos roraimenses em 2024 e passou a importar 3.867 cabeças em 2025.
Também houve crescimento nas remessas para Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que juntos adquiriram quase 6 mil animais no período analisado.
Fatores que impulsionaram o crescimento
De acordo com a Aderr, o avanço nas exportações está relacionado a fatores como:
- Aumento das exportações brasileiras de carne para o mercado internacional;
- Redução da oferta de animais em outras regiões pecuárias;
- Busca por reposição de rebanho em estados mais distantes.
O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, explicou que a menor oferta em outras praças pecuárias levou criadores de recria e engorda a buscar animais fora de seus estados de origem.
“Temos observado que, nos últimos anos, o pecuarista de Roraima tem investido bastante na melhoria da qualidade genética do rebanho. Isso representa uma carcaça melhor, um animal mais precoce e a entrega de uma carne de maior qualidade para o frigorífico”, afirmou.
Segundo Parisi, frigoríficos do Amazonas têm priorizado a compra de animais vivos em Roraima justamente pela evolução genética do rebanho e pelo preço considerado atrativo no estado.
Certificação sanitária fortaleceu mercado
Outro fator apontado como decisivo foi o avanço sanitário. Em maio de 2025, Roraima recebeu o certificado internacional de livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Para o presidente da Aderr, o reconhecimento amplia oportunidades comerciais e fortalece a cadeia produtiva.
“Isso traz condições favoráveis para o nosso produtor, que pode exportar e buscar um mercado melhor para o seu rebanho. Gera receita para o estado e para as propriedades rurais, que reinvestem esses valores para fortalecer ainda mais a pecuária em Roraima e entregar mais qualidade ao consumidor”, destacou.
Fonte: Secom RR
Por: M3 Comunicação Integrada