Deputado Sóstenes Cavalcante acusa o presidente de ter praticado de abuso de poder político por comentário. Foto: Paulo Pinto / Agencia Brasil
Última modificação em 10 de fevereiro de 2026 às 10:12
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta segunda-feira uma denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em razão de declarações feitas durante um evento do partido na Bahia.
Durante discurso realizado no domingo, o presidente afirmou que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”. Na mesma ocasião, Lula também disse que os petistas “não podem esperar que os pastores falem bem deles” e sugeriu que a aproximação com o eleitorado evangélico seja feita diretamente pelos militantes do partido.
Na representação encaminhada à PGR, o parlamentar sustenta que a fala configura abuso de poder político, caracterizado pelo uso inadequado da autoridade inerente ao cargo para fins eleitorais. Segundo Sóstenes, o presidente teria instrumentalizado a máquina pública com o objetivo de influenciar o comportamento eleitoral de fiéis evangélicos nas eleições de 2026.
O deputado também apontou o que classificou como “gravidade da conduta”, alegando que as declarações foram relevantes o suficiente para justificar eventual sanção, uma vez que, segundo ele, não haveria isonomia nem paridade de armas entre o presidente da República e os demais pré-candidatos ao cargo.
Ao final do documento, Sóstenes Cavalcante solicita a instauração de procedimento para apuração dos fatos pela PGR, além da intimação e eventual responsabilização do presidente.
A denúncia também foi divulgada pelo parlamentar em publicação na rede social X (antigo Twitter). Na postagem, ele afirmou que o comentário do presidente “não foi uma fala infeliz”.
“É revelação de uma lógica autoritária: usar o Estado para tentar comprar consciência e tratar evangélicos como curral eleitoral”, escreveu. O deputado acrescentou ainda que “fé não se compra” e que “programa social não compra caráter”.
Fonte: O Globo
Por: M3 Comunicação Integrada