Cratera deixada após a explosão da pista de pouso clandestina conhecida como "Labilaska”. Foto: Operação Catrimani II
Última modificação em 9 de fevereiro de 2026 às 11:17
O Comando Conjunto Catrimani II interditou uma pista de pouso clandestina e desarticulou estruturas de apoio ao garimpo ilegal na região de Labilaska, localizada a cerca de 265 quilômetros de Boa Vista, próxima ao rio Couto de Magalhães, na Terra Indígena Yanomami (TIY). A ação ocorreu entre os dias 3 e 5 de fevereiro e complementa operação realizada pela Casa de Governo nos dias 25 e 26 de janeiro.
O objetivo foi inutilizar o aeródromo ilegal, considerado estratégico para o transporte de suprimentos usados na extração clandestina de minérios, além de enfraquecer a logística do garimpo na região. Durante o vasculhamento da área, foram encontrados equipamentos utilizados pelos garimpeiros para reconstrução das pistas, como estruturas improvisadas para transporte de material.
Para o deslocamento das tropas, foi empregado um helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB). Militares do Exército Brasileiro utilizaram cerca de 400 quilos de explosivos para a destruição da pista, reforçando a atuação integrada entre as Forças Armadas.
Segundo o comando da operação, a presença militar na região amplia a capacidade de resposta contra ilícitos ambientais, permitindo ações em qualquer horário e local, o que dificulta o retorno das atividades ilegais. A operação também busca fortalecer o controle territorial, proteger as comunidades indígenas e contribuir para a preservação ambiental.
A Operação Catrimani II é realizada de forma conjunta por órgãos de segurança pública, agências federais e Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831/2024, que estabelece medidas preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Indígena Yanomami.
Fonte: Operação Catrimani II
Por: M3 Comunicação Integrada