O número de ocupados chegou a 103 milhões. Foto: Agência Brasil
Última modificação em 30 de janeiro de 2026 às 10:14
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.
Considerando todo o ano de 2025, a taxa média anual de desocupação ficou em 5,6%, também o menor resultado da série histórica iniciada em 2012.
O número de pessoas ocupadas no país chegou a 103 milhões, consolidando 2025 como um dos anos mais fortes para o mercado de trabalho.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Renda e emprego formal também batem recorde
Além da queda no desemprego, 2025 registrou aumento na renda do trabalhador. O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.560, crescimento de 5,7%, ou R$ 192 a mais que em 2024.
O número de trabalhadores com carteira assinada também alcançou recorde, chegando a 38,9 milhões, aumento de cerca de 1 milhão de pessoas em relação ao ano anterior.
Principais números do mercado de trabalho em 2025
Segundo o IBGE, o ano terminou com os seguintes contingentes:
- Desempregados: 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5% em relação a 2024;
- Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões, recuo de 0,8%;
- Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões, queda de 4,4%;
- Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões, o maior número já registrado.
A taxa de informalidade também recuou, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o índice ainda é elevado e reflete uma característica estrutural do mercado brasileiro.
“A dinâmica da população ocupada ainda depende bastante da informalidade, principalmente pela grande participação do comércio e do setor de serviços”, explica.
Como funciona a Pnad Contínua
A pesquisa acompanha o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário ou por conta própria.
Só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A maior taxa de desemprego já registrada foi de 14,9%, nos períodos mais críticos da pandemia, entre 2020 e 2021.
Diferença entre Pnad e Caged
A divulgação ocorre logo após os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que acompanha apenas vagas com carteira assinada.
Segundo o Caged, dezembro registrou fechamento líquido de 618 mil vagas formais. Mesmo assim, o saldo acumulado de 2025 permaneceu positivo, com quase 1,28 milhão de novos empregos formais criados no ano.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada