No entendimento do MPRR, não houve comprovação do crime de lavagem de dinheiro. Foto: Divulgação
Última modificação em 23 de janeiro de 2026 às 09:46
A Justiça de Roraima determinou o arquivamento da investigação contra o corretor de imóveis Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, flagrado com R$ 700 mil em espécie pela Polícia Federal em julho de 2025. A decisão foi proferida no último 13 de janeiro e atendeu a pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR).
No entendimento do MPRR, não houve comprovação do crime de lavagem de dinheiro, o que inviabilizou o prosseguimento da ação penal. À época da abordagem policial, Jackson também exercia a função de assessor parlamentar, cargo do qual foi posteriormente exonerado.
O processo tramitava na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas. Ao analisar o pedido, a juíza Daniela Schirato concluiu que não havia elementos jurídicos que justificassem a continuidade da investigação.
“Analisando os autos, não verifico a existência de ilegalidade que justifique a revisão do arquivamento promovido pelo Ministério Público, titular da ação penal”, destacou a magistrada na decisão.
No parecer encaminhado à Justiça, o MPRR apontou que os indícios levantados pela Polícia Federal sobre uma possível relação entre o dinheiro apreendido e o crime de lavagem eram frágeis ou inexistentes. Segundo o órgão, esse tipo de crime exige a comprovação de uma infração penal antecedente, o que não foi confirmado no caso.
A investigação apurava uma possível ligação dos valores com um ataque hacker e um suposto furto, mas, conforme o Ministério Público, a apuração foi inconclusiva e não comprovou a origem ilícita do dinheiro.
Com o arquivamento, a juíza também revogou as medidas cautelares que ainda estavam em vigor, determinou a restituição dos bens e valores apreendidos e autorizou o desbloqueio de cerca de R$ 1,3 milhão que havia sido retido judicialmente.
No dia da prisão, a Polícia Federal chegou até o corretor após um alerta da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas, informando que Jackson havia agendado um saque de R$ 1 milhão. Durante a apuração, os agentes identificaram o crédito de R$ 2,4 milhões em sua conta poupança, levantando a suspeita de vínculo com o ataque cibernético — hipótese que acabou descartada.
Por: M3 Comunicação Integrada