Presidente dos EUA disse que o país comandado por Gustavo Petro está “muito doente” e afirmou não descartar uma ação militar. Foto: Reprodução / X
Última modificação em 5 de janeiro de 2026 às 09:24
Menos de 48 horas após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a Colômbia pode se tornar o próximo alvo de uma ação militar conduzida por Washington.
Em entrevista concedida a jornalistas a bordo do Air Force One, na noite de domingo (4/1), Trump declarou que a Colômbia está “muito doente” e fez comentários que indicam a possibilidade de novas operações militares também no México e em Cuba.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou o presidente norte-americano.
Questionado se a declaração significava uma eventual ação militar contra o país sul-americano, Trump respondeu: “Para mim, parece ótimo”.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem sido um dos principais alvos de críticas de Trump na América Latina. Em declarações anteriores, o republicano já acusou Petro de ser um “traficante produtor de cocaína” e chegou a afirmar que ele deveria ser preso.
Críticas ao México e comentários sobre Cuba
Ao comentar a situação do México, Trump afirmou que o país vizinho, governado pela presidente Claudia Sheinbaum, “precisa se organizar”.
“O México precisa se organizar, porque eles estão inundando o México com drogas, e nós teremos que fazer alguma coisa”, disse. Trump declarou ainda que já ofereceu “repetidamente” o envio de tropas norte-americanas para atuar no território mexicano, mas que a presidente estaria “um pouco receosa” da proposta.
Sobre Cuba, Trump adotou um tom diferente e afirmou que os Estados Unidos não precisarão intervir diretamente. “Acho que simplesmente vai desabar. Não acho que precisemos fazer nada”, declarou.
Ameaças após ataque à Venezuela
Na madrugada do último sábado (3/1), forças militares dos Estados Unidos realizaram um ataque contra Caracas, que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores. Ambos foram levados para Nova York, onde permanecem presos e aguardam julgamento por crimes como narcoterrorismo.
Nesta segunda-feira (5/1), Maduro deve ser apresentado oficialmente a um juiz federal norte-americano.
Em meio às incertezas sobre o futuro político da Venezuela, Trump também fez ameaças à atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Maduro poderá pagar um “preço alto” caso não coopere com os planos dos Estados Unidos.
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, declarou Trump em entrevista ao jornal The Atlantic.
No sábado (3/1), o presidente dos EUA já havia sinalizado que as forças norte-americanas posicionadas na América Latina e no Caribe estão prontas para uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, “se for necessário”.
Situação na Venezuela
Segundo Trump, a operação militar teve como alvo a estrutura do regime chavista e neutralizou a capacidade militar do país. O presidente classificou a ação como uma “operação brilhante”.
De acordo com apuração do jornal The New York Times, o número de mortos nos ataques dobrou em 24 horas, chegando a 80 vítimas, entre militares e civis. O dado foi repassado por um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato, que alertou que o número pode aumentar com a confirmação de novas informações.
Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, afirmou que grande parte da equipe de segurança de Nicolás Maduro foi morta durante os bombardeios.