O número de novos casos de aids no país também caiu 1,5%. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Última modificação em 5 de dezembro de 2025 às 10:06
Roraima registrou uma queda significativa nos óbitos por aids em 2024. O estado passou de 55 mortes em 2023 para 31 no ano seguinte, redução de 43,7%. O resultado acompanha o movimento nacional: o Brasil alcançou o menor número de mortes pela doença em 30 anos, conforme o novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (MS).
Segundo o ministério, essa melhora é fruto da ampliação da testagem, da detecção acelerada dos casos e do acesso a tratamentos mais modernos, oferecidos pelo SUS, que tornam o vírus HIV indetectável e, portanto, intransmissível. Os avanços também contribuíram para eliminar a transmissão vertical — quando a infecção passa da mãe para o bebê — como problema de saúde pública.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o momento como “uma conquista histórica”, ressaltando que o SUS disponibiliza gratuitamente tecnologias avançadas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
O número de novos casos de aids no país também caiu 1,5%. Em Roraima, foram registrados 296 casos em 2024. Na atenção materno-infantil, houve redução de infecções entre gestantes e crianças e aceleração no início da profilaxia neonatal, que apresentou queda de 54%.
O Brasil mantém a transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos. A cobertura de pré-natal, testagem e tratamento supera 95%. Em 2024, 68,4 mil pessoas viviam com HIV ou aids no país; em Roraima, foram contabilizados 505 registros.
A política de Prevenção Combinada foi ampliada, incorporando estratégias como PrEP e PEP, além da distribuição de preservativos em novos formatos para alcançar o público jovem. Desde 2023, o número de usuários de PrEP cresceu mais de 150%, chegando a 140 mil pessoas. Na área diagnóstica, houve aumento de 65% na oferta de testes rápidos para HIV e sífilis e a distribuição de 780 mil autotestes.
O tratamento segue garantido pelo SUS, com mais de 225 mil pessoas em uso do comprimido único de lamivudina com dolutegravir, considerado eficaz e bem tolerado. O Brasil já cumpre duas das três metas globais 95-95-95 definidas pela ONU para o enfrentamento do HIV.
Fonte: Ministério da Saúde
Por: M3 Comunicação Integrada