O movimento interrompe a tendência positiva registrada após o episódio do tarifaço dos Estados Unidos. Foto: Ricardo Stuckert
Última modificação em 2 de dezembro de 2025 às 11:59
A avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a piorar em novembro, após meses de recuperação. Segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (2), a desaprovação subiu para 50,7%, alta de 2,6 pontos em relação a outubro, enquanto a aprovação recuou para 48,6%.
O movimento interrompe a tendência positiva registrada após o episódio do tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, quando a popularidade do governo havia voltado a ganhar fôlego. Agora, o índice de rejeição retorna a um patamar semelhante ao observado antes da melhora do segundo semestre.
Fator fiscal domina o desgaste
A mudança na percepção do eleitorado tem um componente central: responsabilidade fiscal e controle de gastos foram citados por 55% dos entrevistados como o principal motivo da desaprovação. Também aparecem com força reclamações sobre impostos, carga tributária e segurança pública.
A pesquisa ouviu 5.510 pessoas entre 22 e 27 de novembro e tem margem de erro de um ponto percentual.
Perda de tração após meses de melhora
Desde julho, levantamentos indicavam um humor mais favorável ao governo, impulsionado por inflação mais baixa, aumento do consumo e ambiente político menos turbulento. O resultado de novembro, porém, marca uma inflexão nesse movimento e recoloca a gestão em terreno negativo.
Avaliação do governo também recua
A imagem institucional do governo seguiu a mesma direção. A parcela que classifica a gestão como ruim ou péssima subiu para 48,6% (47,2% em outubro). Já quem considera o governo ótimo ou bom caiu de 48% para 44,4%, interrompendo a trajetória de recuperação após atingir o pior índice do ano, 37,4%. Outros 7% avaliaram como regular.
Fonte: O Antagonista
Por: M3 Comunicação Integrada