esse pacote de ações faz parte do AdaptaSUS, apresentado durante a COP30. Foto: Agência Brasil
Última modificação em 1 de dezembro de 2025 às 12:07
O Ministério da Saúde anunciou, nesse domingo (30), que vai investir R$ 9,8 bilhões para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas. O dinheiro será usado na construção de novas unidades, na adaptação de estruturas já existentes e na compra de equipamentos mais resistentes a eventos climáticos extremos.
Segundo a pasta, esse pacote de ações faz parte do AdaptaSUS, apresentado durante a COP30, em Belém. O plano reúne estratégias para deixar a rede pública de saúde mais preparada diante de cenários como ondas de calor, enchentes, estiagens e outros fenômenos que vêm se intensificando.
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). Padilha reforçou que a crise climática já é tratada como um problema de saúde pública e citou um dado preocupante: no mundo, um em cada 12 hospitais chega a parar suas atividades por causa de eventos climáticos extremos.
No mesmo evento, o ministro lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, um material que orienta como construir e adaptar UBS, UPAs e hospitais para que suportem melhor tempestades, calor intenso e outros impactos. O documento passa a integrar os projetos do PAC Saúde, trazendo diretrizes para reforço estrutural, autonomia de energia e água, inteligência predial e novos padrões de segurança para as unidades.
Para detalhar e aplicar essas regras, foi criado um grupo técnico com especialistas do Ministério da Saúde, Fiocruz, Anvisa, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e representantes de conselhos de saúde. Esse grupo será responsável por transformar as diretrizes em ações práticas nos estados e municípios.
Ética em pesquisas
Ainda durante o congresso, o Ministério da Saúde anunciou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). A nova estrutura pretende modernizar o sistema de avaliação ética de estudos que envolvem seres humanos no Brasil.
Segundo o Ministério, o objetivo é agilizar análises, evitar processos repetidos, definir melhor os critérios de risco e organizar o funcionamento de biobancos — tudo isso para aproximar o país das práticas internacionais e ampliar a participação brasileira na pesquisa clínica global.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada