Criminosos operavam "lojas" e mandavam dinheiro para facção em São Paulo. Foto: Divulgação /PC-RR
Última modificação em 26 de novembro de 2025 às 10:03
A Polícia Civil de Roraima prendeu 26 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta terça-feira (25) durante a Operação Fim de Dança II, que mirou o núcleo operacional e financeiro da facção em seis municípios do estado e também em São Paulo. A última prisão do dia ocorreu no início da noite, em Mucajaí. Além dos mandados, a ação gerou nove flagrantes e apreensões de drogas, celulares, munições, veículos e outros materiais ligados ao grupo criminoso.
A operação cumpriu 77 ordens judiciais e faz parte da terceira fase da Operação Nacional da Renorcrim, que mobiliza forças estaduais no combate a organizações criminosas. Em Roraima, o trabalho foi conduzido pela DRACO ao longo de seis meses, com acompanhamento do GAECO do Ministério Público.
Mais de 300 policiais participaram da ofensiva, incluindo 51 delegados, distribuídos entre Boa Vista, Mucajaí, Iracema, Caracaraí, Rorainópolis e São João da Baliza. Também houve cumprimento de mandados em São Paulo.
O que a operação encontrou
Durante o dia, nove pessoas foram presas em flagrante. Em Caracaraí, a polícia localizou a maior quantidade de drogas apreendidas na ação: cerca de meio quilo de pasta-base de cocaína, além de veículos e outros itens que reforçam as provas contra os investigados.
Dos 22 mandados de prisão preventiva expedidos, 17 foram cumpridos. Ao todo, 64 endereços foram alvos de busca, já que alguns investigados tinham mais de um ponto ligado às atividades criminosas.
Estrutura financeira da facção
De acordo com o delegado Wesley Costa de Oliveira, responsável pela DRACO, a operação atingiu o funcionamento interno da facção em Roraima. As investigações mostram que o PCC mantém uma rede de “lojas” para venda de drogas, cada uma com faturamento médio de R$ 1.500 por dia. Parte desse valor era repassado ao grupo. Cada ponto tinha um responsável pela movimentação e abastecimento do esquema.
A Polícia Civil estima que o PCC tenha mais de 200 membros ativos no estado, número que varia por conta do recrutamento frequente de jovens. Entre os presos, três ocupavam posições de comando dentro da estrutura de tráfico e do fluxo financeiro.
Dois mandados foram cumpridos em São Paulo, entre eles o de um operador financeiro apontado como liderança da facção. A ação teve apoio do DEIC, que auxiliou nas diligências. Um dos alvos recebeu um novo mandado enquanto já estava preso por outra investigação no Tocantins.
Fonte: PC RR
Por: M3 Comunicação Integrada