O programa Farmácia Popular disponibiliza medicamentos gratuitos para pessoas de baixa renda. Foto: Divulgação
Última modificação em 24 de novembro de 2025 às 08:54
A plataforma AcessoFarma reúne farmácias populares de Boa Vista, lista os medicamentos do programa e orienta sobre a documentação necessária para retirada dos remédios. A ferramenta foi desenvolvida por estudantes do curso de Farmácia do Centro Universitário Estácio da Amazônia e busca facilitar o acesso da população aos medicamentos subsidiados pelo Governo Federal.
A ideia surgiu após os alunos perceberem que muitos pacientes tinham dificuldade para localizar unidades credenciadas do Farmácia Popular perto de onde moram.
“O projeto nasceu da observação de uma demanda recorrente nas farmácias e UBS: a dificuldade dos pacientes em encontrar estabelecimentos credenciados e a falta de informação sobre a documentação necessária, o que muitas vezes resulta em ‘viagens perdidas’”, explica a coordenadora do curso, Iara Leão.

No site, as farmácias populares de Boa Vista aparecem distribuídas em um mapa com endereço e contato. O usuário também pode filtrar por região ou nome para facilitar o planejamento da retirada dos medicamentos.
Segundo Iara, a iniciativa também funciona como uma prática de cidadania para os estudantes, que colocam em uso o conhecimento aprendido em sala para oferecer um serviço direto à comunidade.
A plataforma, acessível pelo celular sem necessidade de instalação, traz ainda um catálogo atualizado dos medicamentos disponíveis pelo programa para doenças como hipertensão, diabetes e asma. O site também oferece orientação digital sobre documentos e receitas exigidas para cada tipo de retirada, incluindo fraldas geriátricas e itens do programa Dignidade Menstrual.
“A ferramenta pretende simplificar esse processo, tornando mais claro e prático para quem depende desses medicamentos”, destaca a professora.
O programa
O Farmácia Popular oferece medicamentos gratuitos ou com subsídio. Em Boa Vista, as unidades credenciadas estão distribuídas por bairros como Asa Branca, Pricumã, Nova Canaã, Cauamé, Tancredo Neves, Caranã, Centro, Mecejana, São Francisco e Caimbé. A plataforma também busca ajudar quem tem dificuldade de locomoção ou pouca familiaridade com ferramentas digitais.
“Como futuros farmacêuticos, nosso papel vai além do balcão. Precisamos garantir que o paciente tenha acesso ao tratamento. Essa ferramenta é uma extensão desse cuidado, usando tecnologia para derrubar barreiras”, afirma Elivan Silva, representante do grupo de extensão.
Como acessar
O público pode acessar o AcessoFarma por meio do link disponibilizado pela instituição. A navegação é simples, intuitiva e gratuita.