O Brasil registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue neste ano e 1,6 mil mortes. Foto: Divulgação / Sabin
Última modificação em 5 de novembro de 2025 às 10:52
O Governo Federal lançou nesta semana a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, com o objetivo de mobilizar gestores municipais, estaduais e a população em ações de prevenção antes do período de maior circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.
Apesar da redução de 75% nos casos prováveis de dengue em 2025, em comparação com o ano anterior, o país ainda contabiliza 1,6 milhão de casos e 1.600 mortes pela doença ao longo do ano. Segundo o Ministério da Saúde, é preciso manter a atenção, especialmente porque as mudanças climáticas tendem a aumentar o risco de transmissão.
“Não podemos baixar a guarda. A dengue continua sendo a principal endemia do país e o clima segue favorecendo o ciclo do mosquito”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dia D de mobilização nacional
Como parte da campanha, o governo promove neste sábado (8) o Dia D nacional de combate ao Aedes aegypti, com mutirões e ações integradas em todo o país, envolvendo agentes de saúde, gestores e comunidade. O foco é eliminar criadouros em residências, comércios e espaços públicos.
Levantamento recente do LIRAa aponta que 30% dos municípios avaliados estão em situação de alerta para dengue, zika e chikungunya. As maiores concentrações de casos estão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
Tecnologia no combate ao mosquito
Para reforçar as ações de controle, o Ministério da Saúde vai investir R$ 183,5 milhões no ciclo 2025/2026, com a ampliação de tecnologias inovadoras, como:
- Método Wolbachia, que passará de 12 para 70 municípios — com 13 novas cidades a partir de 2025;
- Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL);
- Técnica do inseto estéril;
- Borrifação intradomiciliar com inseticidas de longa duração.
Em Curitiba (PR), foi inaugurada a maior biofábrica do mundo para produção de mosquitos com a bactéria Wolbachia, com capacidade para gerar até 100 milhões de ovos por semana.
Assistência e vacinação
A Força Nacional do SUS também tem atuado na estruturação de Centros de Hidratação e na distribuição de insumos, como sais de reidratação e testes laboratoriais.
A vacinação contra a dengue segue restrita ao público de 10 a 14 anos em 2.752 municípios. Mais de 10,3 milhões de doses foram enviadas aos estados, e outras 9 milhões estão previstas até 2026. A vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan pode receber registro da Anvisa ainda este ano, com produção nacional em larga escala estimada para 2026.
Como se prevenir
O Ministério da Saúde reforça medidas práticas para evitar a proliferação do mosquito:
- Tampe caixas d’água e reservatórios;
- Evite acúmulo de água em recipientes e entulhos;
- Faça a limpeza regular de calhas;
- Use telas e repelentes em áreas de maior risco.
Fonte: Ministério da Saúde
Por: M3 Comunicação Integrada