Pesquisa foi divulgada um dia após a megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação / Internet
Última modificação em 29 de outubro de 2025 às 10:19
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (29) aponta que quase metade dos brasileiros considera que a segurança pública piorou no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o estudo, 46% dos entrevistados avaliam que a situação ficou mais grave. Outros 33,9% afirmam que permanece igual ao governo anterior, enquanto 17,2% dizem que houve melhora. Apenas 3,1% não souberam ou não opinaram.
Percepção por região
As regiões Sul e Sudeste concentram a maior insatisfação com o cenário da segurança pública.
| Região | “Piorou” |
|---|---|
| Sul | 53,8% |
| Sudeste | 47,5% |
| Norte + Centro-Oeste | 44,7% |
| Nordeste | 39,9% |
Crise no Rio de Janeiro
A pesquisa foi realizada entre 21 e 24 de outubro, ou seja, antes das cenas de confronto registradas no Rio de Janeiro na terça-feira (28), durante megaoperação das forças de segurança contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha.
Segundo o governo fluminense, trata-se da operação mais letal já registrada no estado. O último balanço aponta 64 mortos, entre eles quatro policiais. Ao todo, 2,5 mil agentes foram mobilizados e 81 suspeitos foram presos.
Para tentar conter o avanço da polícia, traficantes chegaram a lançar granadas por meio de drones.
“É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones. Esse é o tamanho do desafio que enfrentamos. Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”, disse o governador Cláudio Castro (PL) no X.
Críticas à ADPF 635 e cobrança ao governo federal
Em coletiva, Castro criticou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que restringe operações policiais em comunidades do Rio.
“Depois de cinco anos de ADPF, muitas barricadas, muita dificuldade para a polícia entrar. Ainda são o que chamamos de ‘filhotes’ dessa ADPF, que prejudicou demais o Rio de Janeiro”, afirmou.
Ele também cobrou maior atuação do governo federal no combate ao tráfico internacional de armas e ao financiamento das facções.
Fonte: O Antagonista
Por: M3 Comunicação