Última modificação em 17 de outubro de 2025 às 12:01
Mais de 1,6 milhão de trabalhadores com carteira assinada em 2023 já podem sacar o lote extra do abono salarial do PIS/Pasep, que soma R$ 1,5 bilhão. O pagamento começou na quarta-feira (15) e é destinado a quem ficou de fora do calendário regular por inconsistências nos dados enviados pelos empregadores.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os valores variam de R$ 126,50 a R$ 1.518, de acordo com o tempo trabalhado em 2023 — ano-base do benefício. O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025, conforme a Resolução Codefat nº 1.013/2025.
Quem tem direito ao saque
O lote extra é voltado a trabalhadores que:
- Estão inscritos no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos;
- Trabalharam por no mínimo 30 dias em 2023;
- Receberam até dois salários mínimos mensais no período;
- Tiveram os dados corrigidos e reenviados à Rais ou ao eSocial até junho deste ano.
Quem não tem direito
Não têm direito ao abono:
- Empregados domésticos;
- Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física;
- Empregados de pessoa física equiparada a jurídica.
Como consultar o benefício
Os trabalhadores podem verificar se têm direito ao saque pelos seguintes canais:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: acesse com CPF e senha do Gov.br, vá em “Benefícios” → “Abono Salarial”;
- Central Alô Trabalho (158): ligação gratuita;
- Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem: para beneficiários do PIS.
Formas de pagamento
- PIS (iniciativa privada): crédito automático em conta da Caixa Econômica Federal, poupança digital no Caixa Tem ou saque em agências e lotéricas;
- Pasep (servidores públicos): crédito em conta no Banco do Brasil, transferência via TED/Pix ou saque presencial.
Como contestar
Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo telefone 158, por e-mail (trabalho.uf@economia.gov.br, substituindo “uf” pela sigla do estado) ou diretamente nas superintendências regionais do Trabalho.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
Por: M3 Comunicação Integrada