Lenir Rodrigues, defensora pública. Foto: M3 Comunicação Integrada
Última modificação em 18 de setembro de 2025 às 15:00
O episódio #33 do podcast Papo M3 Realidades vai ao ar nesta quinta-feira (18) e tem como convidada a defensora pública, Lenir Rodrigues. Durante o bate-papo, Lenir compartilha sua trajetória na Defensoria Pública, os desafios enfrentados na luta pelos direitos humanos e sua atuação em causas sociais voltadas às populações mais vulneráveis.
Ela também fala sobre o acesso à justiça, o papel da Defensoria na garantia de direitos fundamentais e a importância de políticas públicas voltadas à equidade social.
Quem é Lenir Rodrigues?
Natural do município de Mucajaí, Lenir Rodrigues tem uma extensa trajetória na vida pública e acadêmica. Ela é defensora pública há 23 anos, professora alfabetizadora com mais de quatro décadas dedicadas à educação, e também já ocupou cargos importantes na gestão e na política de Roraima.
“Eu sou do Mucajaí e tenho orgulho de ser do Mucajaí. Eu me criei lá no Mucajaí. E tenho um orgulho de ser de Roraima”, afirmou.
Lenir foi secretária de Estado da Educação por duas vezes, deputada estadual por dois mandatos consecutivos (8 anos) e tem uma carreira marcada pela defesa da educação e dos direitos das populações mais vulneráveis. Com uma formação acadêmica de destaque, ela também carrega uma forte identidade com a simplicidade e o compromisso com o serviço público.
“Eu fui secretária de Estado de Educação duas vezes, fui deputada estadual 8 anos e defensora pública 23 anos e professora 43 anos. Então, sou professora alfabetizadora, sei ensinar a ler e escrever, tanto adultos como crianças. Eu tenho uma vida que é marcada pela simplicidade. E eu tenho um mestrado, tenho dois mestrados: mestrado em Direito Internacional, tenho um mestrado em Antropologia, tenho três faculdades, tenho quatro pós-graduações e tenho um doutorado em Direito Internacional.”
Trajetória e vocação social
Além de sua atuação política, educacional e jurídica, Lenir Rodrigues compartilha no episódio um relato sobre como surgiu seu desejo de trabalhar em defesa dos mais pobres, um sentimento que nasceu ainda na infância, muito antes de saber o que era a Defensoria Pública.
“Eu digo sempre assim, até me emociono, porque eu sempre dizia para mamãe assim: ‘Mamãe, eu quero ser professora e quero ser advogada dos pobres’. Mas eu não sabia o que era ser defensor público. Eu nem adulta eu não sabia o que era ser defensor público. Nem na faculdade não se falava de defensor público, o que que era ser defensora pública, nem defensor público.”
Ela conta que, mesmo durante sua formação em Direito, o papel da Defensoria Pública era pouco debatido, o que revela um problema estrutural na forma como se ensina sobre as carreiras jurídicas no Brasil.
“Muitos anos depois que a gente veio saber o que que era a Defensoria Pública, entendeu? Porque até na faculdade só se fala de magistratura, de juiz, de promotor, de Ministério Público, de procuradorias. É muito difícil falar de Defensoria Pública. Inclusive na Defensoria, existem pesquisas que ainda mostram que existem pessoas que não conhecem o papel da Defensoria Pública. Mas naquele tempo, eu já sabia que eu queria defender os pobres.”
A escolha pela profissão foi, portanto, o cumprimento de um propósito de vida. Lenir se tornou o que sempre quis ser: professora e defensora dos direitos de quem mais precisa.
Meu Pai tem nome
Durante o episódio, Lenir Rodrigues também fala sobre sua atuação em projetos sociais promovidos pela Defensoria Pública, com destaque para a iniciativa “Meu Pai Tem Nome”, que busca garantir o direito ao reconhecimento da paternidade e combater o subregistro civil no Brasil.
“O projeto Meu Pai Tem Nome não é da minha autoria, nem da autoria da Defensoria de Roraima. É um projeto que começou em Goiás e que o Condege, o Conselho Nacional dos Defensores Gerais do Brasil, abraçou em 2022.”
A ação é realizada simultaneamente em todos os estados, com o apoio das defensorias locais, e surgiu a partir de um dado alarmante sobre famílias brasileiras: muitas crianças são registradas apenas com o nome da mãe, sem o reconhecimento legal do pai.
“Foi feita uma pesquisa em 2015 que mais de 1 milhão de mulheres eram mulheres solo, e que elas mesmas registravam seus filhos em nome dos pais. E aí era necessário a gente atacar o subregistro. E as crianças sofrem muito nas escolas quando só têm o nome da mãe. E são raros os casos em que o cara luta para botar o nome do filho.”
Segundo Lenir, o projeto tem um forte impacto social ao promover não apenas o reconhecimento legal, mas também o fortalecimento dos laços familiares e o respeito à dignidade de crianças e adolescentes.
A entrevista completa vai ao ar nesta quinta-feira, 18 de setembro, a partir das 17h, no canal oficial do podcast Papo M3 Realidades.
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Por: M3 Comunicação Integrada