Detectar a doença ainda no início aumenta bastante as chances de sucesso no tratamento, sobretudo no caso do melanoma, considerado o tipo mais agressivo. Foto: Reprodução
Última modificação em 17 de setembro de 2025 às 15:02
O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil, representando cerca de 31,3% de todos os casos de câncer diagnosticados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A maior parte dos registros corresponde ao câncer de pele não melanoma, diretamente associado à exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), principalmente proveniente do sol.
Embora o carcinoma seja menos agressivo na maioria dos casos, o diagnóstico precoce é fundamental. Já o melanoma, embora represente apenas 3% dos casos, é o tipo mais perigoso devido ao alto risco de metástase — quando as células cancerígenas se espalham para outros órgãos.
Prevenção é a principal arma contra a doença
Especialistas destacam que a prevenção é simples e acessível. Entre os cuidados recomendados estão:
- Evitar a exposição solar direta entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios UV;
- Usar roupas adequadas, bonés, chapéus de aba larga, óculos com proteção UV e sombrinhas;
- Aplicar protetor solar com fator mínimo de 30 antes da exposição solar e reaplicá-lo a cada duas horas ou após mergulho/suor excessivo;
- Utilizar protetor labial com filtro solar;
- Consultar um dermatologista regularmente, ao menos uma vez por ano.
Conheça os tipos mais comuns de câncer de pele
O câncer de pele é classificado em dois grandes grupos: não melanoma e melanoma.
Não melanoma
É o mais comum no Brasil, subdividido em dois tipos principais:
- Carcinoma basocelular: tipo mais frequente e menos agressivo, com crescimento lento e aparência de lesão brilhante e elevada;
- Carcinoma espinocelular: mais agressivo, pode evoluir rapidamente e apresentar feridas que não cicatrizam, com maior risco de metástase.
Ambos estão associados à exposição solar acumulada ao longo da vida e precisam de acompanhamento médico desde os primeiros sinais.
Melanoma
Menos comum, mas mais perigoso, o melanoma pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive mucosas, na forma de manchas ou pintas assimétricas, com bordas irregulares e variação de cor. O risco de disseminação é elevado, o que exige atenção redobrada.
Sinais de alerta e diagnóstico
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é importante ficar atento a sinais como:
- Manchas ou pintas que mudam de cor, formato ou tamanho;
- Feridas que não cicatrizam e apresentam sangramento ou coceira;
- Lesões com aparência brilhante, avermelhada, castanha ou multicolorida, com crosta central.
Para auxiliar no reconhecimento precoce, os especialistas utilizam a regra do ABCDE:
- Asimetria
- Bordas irregulares
- Cores múltiplas
- Diâmetro maior que 6 mm
- Evolução da lesão ao longo do tempo
Além do sol, fatores como histórico familiar, presença de muitas pintas e uso de medicamentos imunossupressores (comuns em pacientes transplantados) também aumentam o risco.
Tratamento e prognóstico
A maioria dos casos de câncer de pele pode ser curada com cirurgia simples, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Nos casos mais avançados, como o melanoma, o tratamento pode envolver imunoterapia, medicamentos específicos e acompanhamento contínuo.
O acompanhamento médico regular, combinado com a adoção de medidas preventivas, é a forma mais eficaz de combater o câncer de pele e evitar complicações graves.
Fonte: G1
Por: M3 Comunicação